Adidas, Asics, New Balance, Nike e Decathlon estão entre as 83 empresas e federações que assinaram uma carta aberta pedindo esforços maiores para incentivar os jovens a se movimentarem. Coordenada pela World Federation of the Sporting Goods Industry (WFSGI), a carta estabelece um compromisso conjunto de ajudar mais jovens a vivenciar os benefícios de longo prazo do esporte e da atividade física.

Entre os signatários estão associações do setor de artigos esportivos, fabricantes, marcas e varejistas de diferentes partes da indústria global. Eles se comprometeram com quatro áreas de atuação: aumentar a participação dos jovens e reduzir a desigualdade de gênero; compartilhar abordagens baseadas em evidências; trabalhar com parceiros regionais e nacionais para melhorar os sistemas e ambientes que influenciam a atividade física; e dialogar com governos para promover maior alinhamento entre as políticas de saúde, educação, esporte, comércio e planejamento urbano.

A iniciativa surge em meio a dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicados na revista The Lancet. Os dados indicam que 86% dos adolescentes não atingem os níveis de atividade recomendados. Um em cada quatro jovens de 11 a 17 anos — 240 milhões no total — relata não ter nenhum dia ativo em uma semana típica. Segundo as conclusões, as meninas são menos ativas do que os meninos em todas as regiões.

A diretora-executiva da WFSGI, Emma Zwiebler, afirmou que o setor tem alcance e conhecimento especializado para ajudar a enfrentar a inatividade, mas que o progresso exige uma ação coletiva com parceiros dos setores público e privado. Os signatários da carta reconhecem que as empresas já apoiam programas de base, iniciativas comunitárias e patrocínios a atletas, ao mesmo tempo que reconhecem ser necessário fazer mais para reduzir as desigualdades de participação.

O CEO da Decathlon, Javier López, descreveu as conclusões da OMS como um motivo para acelerar a ação e afirmou que melhorar o bem-estar dos jovens exige colaboração entre setores. A vice-presidente e diretora de impacto da Nike, Vanessa Garcia-Brito, também destacou a desigualdade na atividade física que afeta as meninas e afirmou que a empresa trabalha com organizações comunitárias, atletas, treinadores e outros parceiros para tornar o esporte juvenil acessível, prazeroso e inclusivo.

Fontes: WWD.