Os consumidores dos EUA que planejam usar inteligência artificial nas compras de fim de ano têm maior probabilidade de escolher o Gemini, do Google, em vez do ChatGPT, da OpenAI, segundo uma pesquisa encomendada pela Omnisend, plataforma de marketing por e-mail e SMS, e realizada com a empresa de pesquisa Cint. Os resultados apontam para a importância de as marcas aparecerem em várias plataformas de IA enquanto os consumidores procuram ideias de presentes e produtos.
A pesquisa entrevistou 4.363 consumidores nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Canadá e na Austrália em agosto passado. Nos EUA, 34% dos entrevistados disseram que planejavam usar IA para fazer compras, a menor proporção entre os quatro mercados. O índice foi de 36% no Reino Unido, 39% no Canadá e 40% na Austrália.
Entre os entrevistados dos EUA que pretendem usar IA, 53% disseram que planejavam usar o Gemini, em comparação com 46% para o ChatGPT. O Microsoft Copilot veio em seguida, com 18%. Em contrapartida, entrevistados no Reino Unido, no Canadá e na Austrália disseram que recorriam ao ChatGPT para pesquisar produtos.
Marty Bauer, diretor de vendas e parcerias da Omnisend, disse que a mudança nas preferências dos EUA significa que os varejistas não devem concentrar seus esforços apenas no ChatGPT. Ele também observou que os consumidores têm preocupações quanto à confiabilidade das informações geradas por IA e afirmou que avaliações genuínas podem ajudar a construir confiança.
A pesquisa também abordou os planos de compra de presentes e os marketplaces online. Nos EUA, o Walmart foi o marketplace preferido, citado por 67% dos entrevistados, à frente da Amazon, com 62%. O Temu foi escolhido por 21% e a Shein, por 15%. A Amazon foi a principal escolha nos outros três países.
A maioria dos entrevistados planejava comprar presentes para familiares e amigos. Nos EUA, um terço também esperava comprar presentes para si, especialmente consumidores com menos de 35 anos. Roupas estavam entre as principais escolhas de presentes, junto com cartões-presente. Bauer disse que os cartões-presente ganharam popularidade como uma forma conveniente de os consumidores administrarem seus orçamentos para presentes.
Fontes: WWD.